terça-feira, junho 04, 2013

Insegurança

Insegurança

Essa era a palavra que definia ela, não sabia se falava...
Não sabia se respondia às ofensas...
-Não sei...
-Pra quê?
-Não vale a pena discutir... Ela é minha mãe, não adianta pegar briga... Ela é teimosa que só a peste.
Toda vez que ela ia abrir a boca pra entrar em conflito com alguém, parece que surgiam uns diabinhos e seguravam-lhe as cordas vocais. Muda e com o coração pesado, pronto para descarregar toda a sua vivacidade. Sabe? Não era de dar muito pitaco. Todos falavam menos ela...

Até que, um dia, ela saiu pelo mundo, sem rumo certo.

E o coração que antes era duro e pesado, começou a extravasar!

A mulher antes reprimida, tanto pela família, quanto pelos amigos, agora fala pelos cotovelos! Perguntando,  questionando e criticando! Coisa que nunca tinha feito desde que se lembra como gente.

E onde estará aquela velha mulher, de outrora? Tão autentica quanto uma marionete... Cadê?

Transformou-se num espírito livre, fluida como a água, agitada como o fogo. Atravessando barreiras, destruindo amarras, sou agora assim DIFERENTE!


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